Cultura de Paz e Fraternidade

Palestrante: Lia Diskin

Data: 15/04/2026 – Quarta-feira –20h

Coordenação: Maria Cândida Moraes 

Carga horária: 02 h

Limite de Vagas: 100 vagas (ZOOM)

Público-alvo: Professores e público em geral.

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Inspirado no pensamento de Edgar Morin, a oficina busca desenvolver a sensibilização dos participantes sobre a importância da cultura de paz e do bem-viver, promovendo relações harmoniosas entre os seres vivos e a Terra. A partir de uma abordagem complexa e sistêmica, refletiremos sobre as causas da violência estrutural e as desigualdades, propondo práticas educativas que fortaleçam a comunicação não violenta, a fraternidade e a sustentabilidade. O objetivo é formar cidadãos planetários, éticos e solidários, capazes de construir uma sociedade pacífica, ecológica e harmoniosa.

Justificativa

A crescente complexidade dos desafios sociais, culturais e ambientais exige uma abordagem educacional que promova a paz não apenas como ausência de conflito, mas como um processo ativo de construção de relações pautadas no respeito, na cooperação e na solidariedade. Edgar Morin propõe um pensamento complexo que rompe com reducionismos e estimula a interconectividade dos saberes, favorecendo uma educação que forme cidadãos críticos e engajados na construção de uma sociedade mais justa e pacífica. Paralelamente, a proposta do Bem-Viver, de Alberto Acosta, sugere um modelo de convivência harmoniosa entre os seres humanos e a natureza, enraizado em valores comunitários, reciprocidade e sustentabilidade, contribuindo para que educação e cultura promovam relações equilibradas e solidárias.

Objetivo Geral

Promover a reflexão e a vivência de práticas pedagógicas que favoreçam a construção de uma cultura de paz, a partir da perspectiva do Pensamento Complexo e do Pensamento do Sul de Edgar Morin e do Bem-Viver de Acosta.

Objetivos Específicos:

  • Compreender os fundamentos do pensamento complexo e sua relação com a educação para cultura de paz;
  • Refletir sobre os princípios do Bem-Viver e sua aplicação na construção de comunidades educadoras;
  • Estimular a análise crítica das interconexões entre violência, educação, cultura e sociedade;
  • Desenvolver estratégias e metodologias que favoreçam a convivência ética e a resolução pacífica de conflitos nos ambientes em geral;
  • Refletir sobre o papel da empatia, do diálogo e da intersubjetividade na promoção da paz.

Metodologia

A metodologia usada na oficina será a apresentação do tema por um professor especialista no assunto e, em seguida, será aberta uma plenária para comentários, perguntas e troca de experiências. Para a realização dessa atividade, será utilizada a seguinte estrutura:

  • Abertura: Apresentação e contextualização do tema, por especialista.
  • Exposição inicial com a visão sobre cultura de paz, pensamento complexo e Bem-Viver.
  • Os participantes serão convidados a discutirem as ideias apresentadas e elaborar perguntas ou reflexões, em plenária, com mediação do coordenador da sessão.
  • Finalização das discussões e conclusão pelo especialista.

Conteúdo

1. Reflexões sobre a Cultura de Paz:

O que é cultura de paz e como ela se relaciona com o bem-viver?

A educação como ferramenta para enfrentar a violência e promover a harmonia.

2. Proposta Educacional Baseada no Pensamento Complexo:

A urgência da metamorfose e a necessidade de novas práticas pedagógicas.

A transdisciplinaridade e a visão ecossistêmica na educação.

3. É Possível Ensinar a Cultura da Paz?

Valores do bem-viver: harmonia consigo mesmo, com os outros e com o planeta.

A tríade da sustentabilidade: social, ambiental e econômica.

Avaliação – Comentário Reflexivo-crítico

O participante deverá realizar um comentário reflexivo-crítico, de até 2.000 (dois mil) caracteres com espaços, fazendo conexões entre os temas tratados nas aulas e a sua experiência profissional, até 30 dias após o término da oficina.

Certificação de Curso Livre

Os certificados serão disponibilizados a partir de 45 dias, do término do curso, para os participantes que tiveram frequência na atividade e enviaram o seu comentário reflexivo-crítico à secretaria do CEP Edgar Morin.

Referências

ACOSTA, Alberto. O Bem Viver: Uma Oportunidade para Imaginar Outros Mundos. Editora Autonomia Literária, 2016.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GALTUNG, Johan. Educação para a Paz. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2002.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o Fim do Mundo. São Paulo, Companhia das Letras, 2019.

MORIN, Edgar. É hora de mudarmos de via. As lições do coronavírus. Trad. Ivone Castilho Benedetti; colaboração Sabah Abouessalam. Bertrand Brasil, 2020.

____________. Ensinar a viver: manifesto para mudar a educação. Trad. Edgard de Assis Carvalho e Mariza Perassi Bosco. Editora Sulina, 2015.

____________ A via para o futuro da humanidade. Trad. Edgard de Assis Carvalho e Mariza Perassi Bosco. Bertrand Brasil, 2013.

____________ Para um Pensamento do Sul. In: ENCONTRO INTERNACIONAL PARA UM PENSAMENTO DO SUL, 2011, Rio de Janeiro, RJ, Anais. Rio de Janeiro: SESC, Departamento Nacional, 2011. p. 20 a 35.

____________Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2000.

NAIR, S.; MORIN, E. UMA POLÍTICA DE CIVILIZAÇÃO. Trad. Armando Pereira da Silva. Lisboa: Instituto Piaget, 1997.

PETRAGLIA, I. Enfrentando las incertidumbres. In Posibles, aún invisibles: Edgar Morin y el realismo de la utopía: los siete saberes y la Agenda 2030. (UNESCO). (pp. 99-103). (2021).

___________. Pensamento Complexo e Educação. Livraria da Física. (2013).

CURRÍCULOS DE PALESTRANTES, DEBATEDORES, COORDENADORES DE OFICINAS E DEBATES

LIA DISKIN

LIA DISKIN

Palestrante

Formada em jornalismo com especialização em Crítica Literária, cofundadora da Associação Palas Athena. Conhecida internacionalmente por seu trabalho em favor dos Direitos Humanos, recebeu o Prêmio UNESCO 2006 em Direitos Humanos e Cultura de Paz e o Prêmio Internacional da Jamnalal Bajaj Foundation pela contribuição na difusão dos valores gandhianos fora da Índia. Em janeiro de 2020 recebeu do Governo da Índia o Prêmio Padma Shri na categoria de ação social. Criadora do Projeto Gandhi e a Não Violência, realizado junto à Polícia Militar do Estado de São Paulo. Palestrante nas Nações Unidas na instalação do dia 2 de outubro como Dia Internacional da Não Violência. Incentivadora do diálogo interreligioso no Brasil e no exterior. Diretora da Palas Athena Editora, e responsável pela publicação de 132 obras em português.

Maria Cândida Moraes

Maria Cândida Moraes

Curadora e Professora

É diretora institucional do Centro de Estudos e Pesquisas Edgar Morin - Possui Mestrado em Ciências pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (1975), título revalidado pela UNICAMP. Doutorado em educação (currículo) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1996). Professora aposentada do Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Católica de Brasília. Pesquisadora do grupo internacional consolidado de pesquisa GIAD da Universidade de Barcelona de 2002 a 2014. Foi professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC/SP, por mais de 10 anos. Assessora de Planejamento do Ministério da Educação e do Ministério do Planejamento. É pesquisadora do CNPq e foi pesquisadora da CAPES. Foi também pesquisadora - visitante da OEA (em Washington), pesquisadora e professora visitante da Universidade de Barcelona de 2002 a 2015. É coordenadora adjunta da Rede Internacional de Ecologia dos Saberes -RIES da Universidade de Barcelona, além de conferencista nacional e internacional, tendo proferido mais de duas centenas de conferências em sua área de atuação. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em fundamentos da educação, atuando principalmente nos seguintes temas: paradigma, complexidade, transdisciplinaridade, pedagogia ecossistêmica. Em 2019, recebeu o Prêmio Ricardo Marin, da Associação de Criatividade da Espanha -ASOCREA, por suas contribuições à área. É membro do Conselho Científico da Fundação Edgar Morin de Paris. Tem 18 livros publicados e diversos artigos e capítulos de livro.

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Apoio:

Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas